domingo, 13 de fevereiro de 2011

O que ela faria?

Amargando um belo período de repouso pós-doença, Sabrina tem tempo pra sentar do lado, ver filme, descansar. E papear, coisa que eu mais adoro. Anteontem, por exemplo, nos fartamos de rir com "Esqueceram de Mim" no DVD com suco e pipocas. Daí, né, vem a prosa:

- Sá, o que você faria se ficasse que nem o Kevin, sozinha em casa?

- Eu teria um trabalhão pra cuidar da Olívia...

- Não, Sá, sem a Olívia. Se a mamãe e o papai saíssem com a Olívia e te esquecessem aqui, que nem no filme?

- Bom... eu ia ver TV, pular na sua cama e... comer salgadinho!

- Sei, sei. E ia viver de salgadinho tanto tempo?

- Não... Eu também podia ir na geladeira e descongelar um ovo frito pra comer! E se passasse muito tempo, eu podia ligar pra vovó pra ela vir me salvar. Ou sair e ir na casa da Marina (amiga e vizinha de prédio). Aí eu esperava lá até vocês dois finalmente lembrarem que me esqueceram aqui.

Como se vê, o plano está todo traçado. Como será o "descongelamento de um ovo frito" eu desconheço. Mas "Sabrina Alone" daria um filme e tanto, certeza.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O fino véu entre céticos e crentes

De nariz empinado, eu sempre me disse a maior ceticona. É sério e rijo: eu não acredito em reencarnação, eu não acredito em ETs, eu não acredito em visitas de almas do além, eu não acredito em duentes. Eu não acredito no monstro de Lock Ness, mas bem que eu queria que fosse verdade. E eu queria acreditar em fadas porque, óim, são tãão bonitinhas! Mas só acredito nas fadinhas da Disney mesmo. Só que daí, né... bom, o ceticismo, eu acho, sempre resvala em alguma parede, em algum momento, pra todo mundo.

Demorou, mas eu descobri o meu momento. E quando ele acontece, eu me pego acendendo vela, caindo de joelhos, chorando e soluçando e pedindo à Maria, a mãe de todas, que zele por nós, por favor, por favorzinho! Faço qualquer negócio.

Esse meu momento é quando minhas filhas adoecem. Tenho tanto medo de perder essas meninas pra uma doença grave que, a um sinal de febre, começam os tremeliques. Fico nervosa. Fico arfando. Fico atazanada e perco a noção. Não deixo de me recompor, porque afinal elas precisam é de um adulto de cérebro operante, não de uma louca em pânico, mas fico assim, baratinada. E aí eu me pego com... com... com "um outro lado", vamos dizer assim.

Não tenho medo de confessar, eu ainda não acredito em Deus. Não na versão oficial de Deus, pelo menos, aquela sobre um homem de roupão branco, sentado na nuvem, anotando pontos positivos e negativos num caderno e botando pra quebrar nos não-crentes de Sua pessoa. Minha versão de Deus é humana. Deus vive dentro de nós, é apenas uma voz interior que sabe separar certo de errado, que têm uma consciência coletiva e pode sim, com a força dos braços e da mente unidas, operar reviravoltas nunca dantes imaginadas. Nós somos deuses, se a gente agir de acordo.

Acredito que Deus é aqui e é agora. E a forma que encontrei pra me comunicar com esse momento, quando bate um desesperozinho, foi falar com Maria e confiar nisso. Maria foi a mãe de Jesus e, ao que consta à História, sofreu pra um cacete. Como mulher, como mãe e como cidadã, não teve momento pior, teve? Pois se ainda assim ela segurou, peço que me ajude a segurar também - ainda que por motivo muuito menor. Acho na verdade que Maria vive em mim apenas - sou eu falando com meu interior, com a minha auto-confiança, com meu equilíbrio, e não exatamente com uma mulher que viveu há 2 mil anos. Que seja. É o meu momento.

É um pouco chato quando junto as mãos e converso e acendo uma vela pra ver a luz e vem um dizer "ué, mas não é você a supercética?". Sinto um tom de ironia quase cruel? Fazer o quê? Eu continuo não acreditando que a gente morre e entra na fila de espera pra nascer de novo, mas acredito na vibe. Sabe a vibe? Pois é, a vibe.

Quando a gente foca, seja no que for, as ações acompanham. Essa é a vibe. Posso firmar o pensamento aqui e acreditar que, sim, ajudou minha amiga que mora lá longe só porque ela soube que tinha alguém compartilhando a dor com ela. Posso desejar muito um acontecimento e, por obra minha mesmo e da gana mental, vê-lo concretizado. E posso, sim, tentar usar uma boa vibe pra acreditar que as minhas meninas vão melhorar do que as aflige.

Ser muito cética, enfim, não me impede de ter esse momento de fraqueza e, nele, ficar meio espiritual. Porque quase nada, eu aprendi, precisa ter uma resposta só.


Nem que seja só pra ver na escuridão...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Por quanto andam te comprando?

Tá, a pergunta pode parecer meio grossa. E é mesmo. Não que eu esteja dizendo que você se vende, assim, no sentido vil da palavra. Mas a verdade é que a única que se vendeu e ainda se deu bem com isso foi a Julia Roberts em "Uma Linda Mulher". Calma, eu não estou chamando ninguém aí de mulé da vida, não é nada disso.

Mas é que o trabalho é isso aí, no fim, uma troca de determinada atividade por uma soma em dinheiro. A atividade pode ser intelectual, braçal, não importa: tudo é uma questão matemática simples de horas trabalhadas versus bufunfa recebida. Claro e lógico. Só que hoje parece que não basta mais! "Pode acrescentar na conta a sua alma também?", dizem calados os patrões.

Ninguém que eu conheça e está com a vida profissional na ativa trabalha menos de 8 horas. Há, 8 horas?! Seria algo como entrar às 9h e sair às 17h, é isso?! Inexiste. Só conheço quem trabalhe 9, 10, 11, 12... até umas 14 horas por dia. Alguns param para um almoço de hora, hora e meia - mas considerando que usam esse break ou para fazer negócios, ou para falar mal do trabalho, nem conta, conta?

Alguém de RH podia me explicar como é que isso ficou assim. Primeiro, era o trabalho em si. Passou muito tempo, virou o trabalho em si, mais o trabalho extra, mais uma coisa ou outra para levar pra casa em dia útil, depois no fim de semana, daí vieram viagens de business, eventos, jantares e aqueles dias de... como é o nome daquilo, quando levam um bando de gerentes pra fazer tirolesa e rapel com a desculpa de desenvolver trabalho de equipe? Bom, não sei o nome. Deveria chamar "trote".

E é hora de trabalho que não acaba mais! Se você termina o seu e apanha a bolsa às 18h30 em qualquer escritório, dá a impressão que será metralhada pelos olhares de reprovação. E não só olhares dos chefes, mas dos colegas também! Devíamos estar mais unidos em prol de "oi, eu não sou só uma foto horrenda no crachá, eu tenho vida".

Devíamos pensar melhor em muitas coisas. Por exemplo, que nossos filhos mereciam que um pai levasse na escola e outro buscasse; que houvesse tempo verdadeiro para o almoço e um café decente, sem pedir sopa porque é mais rápido engolir; que quando houvesse uma emergência, tivéssemos a compreensão da empresa para uns dias de ausência; que não se torcesse nariz para consultas médicas, mudança de casa, esperar o novo armário da cozinha... Porque, né, como receber o homem da Casas Bahia em horário comercial se no horário comercial a gente está com a bola de ferro no pé?

Eu desconfio que, sim, as horas trabalhadas cairiam de 14 para umas 7. Mas desconfio também que, daí, as pessoas trabalhariam realmente focadas naquilo, com a bunda na cadeira de corpo presente - e não olhando vidrados pra tela luminosa enquanto pensam no filho doente, em casa, sendo tratado por alguém que não é sua mãe. Desconfio que seríamos mais produtivos mesmo em menos horas, enfim. E mais felizes também, porque é um saco ficar se sentindo culpado por faltar e acabar se arrastando para a firma mesmo com febre de 39 e possibilidade de infectar todo um departamento.

O pior é que, se a gente bota a conta no papel... xiii! A conta nunca parece fechar bem. Querem a alma, mas não querem pagar por ela - e não que seja bom vendê-la mas, sei lá, se for esse o caso, pelo menos que façam uma avaliação justa numa alma humana em bom estado, com pouco uso, potência em alta...

Agora, quem quer fazer uma conta de fato, esqueça o "Horas X Grana" e conta aqui: cada ano tem 52 fins de semana. Mesmo os mais jovenzinhos poderão checar aí, com lápis e papel, que até o fim da vida temos cerca de... no meu caso, chuto uns 2.600 fins de semana. Mixaria, hein, pra ficar desperdiçando com trabalho?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cadê Passione?

Tudo bem, eu me sinto menos brasileira nessa hora. É que se tornou um traço da nossa nacionalidade curtir uma novelinha. E eu curtia, viu? Eu curtia MUITO ver as ruindades de Odete Roitmann e os porres de Heleninha; fiquei suando frio também pra saber se a Sinhá Moça ia soltar os escravos ou apanhar do pai malvado; e me peguei sonhando com Rei e Rico naquela novela em que eles, ai que vexame, "davam uns coelhos".

Mas tudo isso é muito antigo, tem sete quilos de poeira nessas fitas (sim, fitas, ninguém previa o HDTV no meu tempo). Hoje - na verdade há mais de 10 anos - eu não me pego com novela. Eu mal sei quem é quem ou o nome da mais nova estrelinha global. E daí notei que eu só tiro umas lasquinhas das novelas por causa da minha mãe.

É que eu nem sei qual o nome da trama que está no ar, mas Dona Conceição sabe. Todo "FIM", ela jura que é a última novela que acompanha. Cascata. Na próxima lá está ela pedindo "vocês vão assistir alguma coisa ou eu posso por na novela?". E ela sabe que pode.

Foi só por causa disso que eu soube quem eram a Flora e... a nêmesis dela era quem mesmo, a Claudia Raia mais gordinha? Bom, a novela da Flora e da Claudia Raia mais gordinha virou sucesso aqui, porque acontecia coisa, aparentemente, todo santo capítulo. Se minha mãe demorava dois dias pra me visitar, podia apostar que mais dois do elenco já tinham morrido, sumido ou estavam em cana.

E a coisa piorou com essa "Passione". Não entendi bem o mote da novela, porque minha atenção ficou pregada e chocada com o péssimo sotaque da Moóca de Tony "The Bear" Ramos & Cia. Eram italianos que vieram pro Brasil... pra que, mesmo? Moravam na Toscana e vieram comer grama aqui na capital paulista por que, dio santo benedeto??

Daí tinha alguma coisa também com a filha da Regina Duarte, a filha da Ângela Leal e aquele cara que eu não suporto, o do olho azul que só faz papel de demente (e faz mal, porque Tonho da Lua ganhava de mil). Parecia um triângulo amoroso, mas era falatório demais e roupa de menos e eu ignorei - até porque, sério, um núcleo de novela que conta com o Chico Cuoco não é pra mim. Eu tenho medo do Chico Cuoco. Ele parece mordomo de mansão mal-assombrada.

Tinha também uns casos lá com o núcleo rico. Fernandona Montenegro nunca arregalou tanto o olho em uma novela, quase precisou de uma plástica pra soltar as pálpebras! Todo dia eu olhava e estava lá Fernandona, preocupadíssima, arregaladíssima! É novela ou o programa do Datena?

Bom, mas o programa do Datena perdia em violência de toda sorte, aparentemente, daí a cara de susto da Fernandona. Ela tinha uns três filhos, pelo que entendi: um escroque, aquele sujeito que tomava conta da "Casa das Sete Mulheres", a Playmobil, que só zoava os casais apaixonados, e o Marcelo Antony com disfunção sexual. Um pior que o outro, não era à toa o olhão da Fernandona. E orbitando a pobre tinha também uma renca de outros velhinhos, desde o Elias Gleiser até aquele senhor que carregou a cruz no "Pagador de Promessas" Versão 1. Uma velharada bem safada, aliás. Ficaram se pegando no final, gente!

Novela confusa que não me deixou entender nada, "Passione" tinha dois vilões, né? A Ximenes e o Giane. Lindos, maus e canastrões ATÉ! Sério, quem disse pro Giane que ele era bom ator tinha que assistir peça de teatro com ele toda noite como punição. E o mesmo pra Clara-filha-da-Flora. Menina ruim, viu. Crível como Ivete Sangalo em comercial de molho de tomate.

O que eu gostava mesmo em "Passione" era a abertura. Gostava da música e da arte de Vik Muniz. E aí, né, depois de cantarolar esse bocadito... assisti uns punhados de "Passione". Mas vou tentar evitar essa que vai substitui-la, essa com o ex-namorado da Tiazinha e aquela moça loira bem bonita que é uma mala quando dá entrevista. Vou *tentar* evitar. Porque sabe, né, eu não sou mais noveleira, mas com Dona Conceição aqui na área... "Eu jurei que não ia mais ver novela, então só vou dar uma espiada no primeiro capítulo... Pode?". Pode, mãe.


Eu só acreditaria se eles fossem vilões em "Malhação"...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O pavimento dos nossos corações

Eu acho que uma das coisas mais fortes que bate no coração de cada um de nós é o lugar de onde a gente vem. Sabe, é aquele ditado: "você pode tirar a mocinha do subúrbio, mas nunca tira o subúrbio da mocinha". Ou coisa que o valha. Mas é assim mesmo: por mais que a gente se mude pra longe, pra muito longe, o conjunto de cinco ou seis ruas, uma praça, duas avenidas e um mercadinho que faziam parte do começo da nossa vida, esse nunca deixa de pulsar no peito.

Todo mundo que eu conheço que foi de mala e cuia pra outros países, por exemplo, ainda se emociona lembrando dos vizinhos, do sorveteiro, da pré-escola. Mesmo morando em recôndidos os mais fabulosos, luxentos e cosmopolitas, em casas lindas e seguras, sempre bate nesses imigrantes uma bela de uma saudade do ônibus-lata-velha que carregava a turminha pra todo lado.

Falo isso de experiência própria - mesmo não tendo mudado assim, pro outro lado do globo. Mudei só pra 30 km de lonjura. Sem trânsito, 40 minutos de carro. E desde 1998, quando saí de lá, prometi que não ia voltar. O "B" do "ABC" não oferecia o que eu gostava, estava longe do meu trabalho, estava longe dos meus amigos e muito longe dos meus sonhos. Mas nunca ficou longe do coração. Nem quando eu brinco dizendo que, sempre que visito a família, vou embora e paro ali na divisa pra bater os sapatos e não levar nem o pó.

Até parece... eu sempre vou ter o pó da minha cidade impregnado na alma. Eu vou sempre falar meio "torrto", desse jeito caipira. Eu vou sempre achar frango com polenta uma refeição apetitosa. Eu vou sempre prestar atenção nas manchetes sobre as fábricas de carros e caminhões da minha área - talvez porque metade da minha família ainda trabalhe lá, talvez porque... ué, porque é a minha área. Sempre vai ser.

É por isso que quando eu sintonizo o telejornal e vejo cidades inteiras virem morro abaixo, levando tantos corações junto, me dá o maior desgosto que há. Dá raiva de quem não fez seu trabalho, principalmente, que é controlar a massa e garantir que eles cresçam como comunidade, e não de qualquer jeito em cima de tijolos na encosta do penhasco.

E como essa maldição afeta não só as vítimas diretas, hoje esse texto é dedicado à minha amiga Bia, que não devia estar vendo sua Friburgo cair assim. Mas Friburgo vai levantar de novo, viu, Bia? Porque os corações todos de lá e mais os nossos aqui são mais fortes e vão perseverar. Sempre vão.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ultimate Sinceridade

Não dizem que criança é assim mesmo, dolorosamente sincera? Não acham bonitinho e tal essa coisa de criança sempre dizer o que pensa? Depois fica assim:

(Sabrina aboletada no banheiro ao lado da Vovó, que está maquiando delicada e precisamente os olhos com delineador)

- Vó, por que você passa isso?

- Pra ficar mais bonita!

- ... E por que não tá ficando?...

Tô dizendo, a gente não devia incentivar certas sinceridades...


Sabrina é daquela turma que só sacaneia a quem ama muito

domingo, 2 de janeiro de 2011

Muitas imaginações em 2011

Uns dias hospedada ao lado de um vinhedo na Provence, um sapato espanhol maneiro ou, de repente, só aquela panelinha fofa que custa o mesmo que dois fogões inteiros. Ano novo é assim pra todo mundo? A mente se atola em desejos os mais latentes e pirados? Com a minha acontece isso todo início de janeiro, desde sempre. Hoje em dia já tenho até pastinha nos Favoritos pra guardar tudo isso.

Tenho sim, e ela leva o nome de "Imaginações". Bom, meus Favoritos são assim, só levam títulos pitorescos. Temos desde "Traduza", para guardar link de dicionários, até "Minhas Colegas de Trabalho" e "Porcarias que os Outros Pedem" pros links que têm a ver com reportagens - as legais, que vale a pena guardar pra sempre, e as insuportáveis, que ficam guardadas só pro caso de dar algum xabu.

E no meio de tudo isso, está lá a pasta "Imaginações". Dentro dela eu coloco tudo que um dia ainda quero visitar, vestir, comer, ler, fazer... Tudo o que é meramente um sonho distante, mas que um dia, de tanto obcecar, espero conseguir. E é tudo isso que me vem na cabeça quando um ano vira e outro começa.

Penso no hotel que fica na região de Menerbes, aquele que tem uma imensa casa de pedra com janelas azuis e mesas de jantar no jardim (e que também tem a piscina fresquinha, o spa, os campos de lavanda e a diária de 550 euros).

Penso nos sapatos da Camper, estilosos e confortáveis ao mesmo tempo, tudo que eu sempre quis calçar na vida. Aproveito e penso também no hotel que a Camper tem em Barcelona, todo modernão e com bicicletas disponíveis pro hóspede pedalar cidade afora. Bom, eu aproveito e puxo o pensamento pra toooda a Barcelona e pronto.

Penso também nos novos restaurantes que o Jamie Oliver abriu na Inglaterra, de pegada italiana, e naquele cardápio que eu queria dissecar com olhos, nariz e boca. Penso também em cumprimentar o Jamie pelo grude e convidá-lo pra vir aqui em casa um dia, comer torta de palmito e bater um papo.

Penso em dois Plazas que sonho conhecer - The Plaza em Nova York, Plaza Athéneé em Paris - e um restaurante especial. Chama-se Le Jules Verne, e eu nem ligo pro que servem lá. O importante é que ele fica na Torre Eiffel. Menino, se servir calango frito rolado no cascalho, eu tô aceitando! Vale pela vista.

Olho os links do Smithsonian, da Galleria degli Uffizi e do Hermitage e penso em todos eles - e no dia em que seus mapinhas estarão em minhas mãos e eu vou poder caminhar por aqueles corredores mastigando cultura com a testa.

Penso na máquina de costura e no ateliê dos sonhos, penso em todas as tecno-tranqueiras da marca da maçã, penso na loja de brinquedos, penso nas roupinhas de bebê de boa qualidade, penso na panela francesa que é feita de ferro, depois esmaltada, tem garantia de 100 anos e passa de mãe pra filha.

Toda virada eu passo pensando, entre brinde e outro, nas coisas que queria alcançar nos meses seguintes. Não virão todas. Provavelmente, não virão nem uma ou duas. Mas eu sonho mesmo assim, porque é hora de renovar decisões, promessas e, lógico, desejos.

Aliás, em 2011 eu te desejo muitos desejos - dos mais simples aos mais complexos, dos mais gaiatos aos mais rebuscados, dos baratos aos caríssimos, dos solidários aos egocêntricos. Desejo que cada desejo vire verdade, e que, quando isso acontecer, um desejo novo apareça no lugar. Tá?

Bons sonhos e feliz ano novo, meus amigos!


Que 2011 venha em forma de uma panela, sei lá!