Uns dias hospedada ao lado de um vinhedo na Provence, um sapato espanhol maneiro ou, de repente, só aquela panelinha fofa que custa o mesmo que dois fogões inteiros. Ano novo é assim pra todo mundo? A mente se atola em desejos os mais latentes e pirados? Com a minha acontece isso todo início de janeiro, desde sempre. Hoje em dia já tenho até pastinha nos Favoritos pra guardar tudo isso.
Tenho sim, e ela leva o nome de "Imaginações". Bom, meus Favoritos são assim, só levam títulos pitorescos. Temos desde "Traduza", para guardar link de dicionários, até "Minhas Colegas de Trabalho" e "Porcarias que os Outros Pedem" pros links que têm a ver com reportagens - as legais, que vale a pena guardar pra sempre, e as insuportáveis, que ficam guardadas só pro caso de dar algum xabu.
E no meio de tudo isso, está lá a pasta "Imaginações". Dentro dela eu coloco tudo que um dia ainda quero visitar, vestir, comer, ler, fazer... Tudo o que é meramente um sonho distante, mas que um dia, de tanto obcecar, espero conseguir. E é tudo isso que me vem na cabeça quando um ano vira e outro começa.
Penso no hotel que fica na região de Menerbes,
aquele que tem uma imensa casa de pedra com janelas azuis e mesas de jantar no jardim (e que também tem a piscina fresquinha, o spa, os campos de lavanda e a diária de 550 euros).
Penso nos sapatos da
Camper, estilosos e confortáveis ao mesmo tempo, tudo que eu sempre quis calçar na vida. Aproveito e penso também no hotel que a Camper tem em Barcelona, todo modernão e com bicicletas disponíveis pro hóspede pedalar cidade afora. Bom, eu aproveito e puxo o pensamento pra toooda a Barcelona e pronto.
Penso também nos
novos restaurantes que o Jamie Oliver abriu na Inglaterra, de pegada italiana, e naquele cardápio que eu queria dissecar com olhos, nariz e boca. Penso também em cumprimentar o Jamie pelo grude e convidá-lo pra vir aqui em casa um dia, comer torta de palmito e bater um papo.
Penso em dois Plazas que sonho conhecer -
The Plaza em Nova York,
Plaza Athéneé em Paris - e um restaurante especial. Chama-se
Le Jules Verne, e eu nem ligo pro que servem lá. O importante é que ele fica na Torre Eiffel. Menino, se servir calango frito rolado no cascalho, eu tô aceitando! Vale pela vista.
Olho os links do Smithsonian, da Galleria degli Uffizi e do Hermitage e penso em todos eles - e no dia em que seus mapinhas estarão em minhas mãos e eu vou poder caminhar por aqueles corredores mastigando cultura com a testa.
Penso na máquina de costura e no ateliê dos sonhos, penso em todas as tecno-tranqueiras da marca da maçã, penso na loja de brinquedos, penso nas roupinhas de bebê de boa qualidade, penso na
panela francesa que é feita de ferro, depois esmaltada, tem garantia de 100 anos e passa de mãe pra filha.
Toda virada eu passo pensando, entre brinde e outro, nas coisas que queria alcançar nos meses seguintes. Não virão todas. Provavelmente, não virão nem uma ou duas. Mas eu sonho mesmo assim, porque é hora de renovar decisões, promessas e, lógico, desejos.
Aliás, em 2011 eu te desejo muitos desejos - dos mais simples aos mais complexos, dos mais gaiatos aos mais rebuscados, dos baratos aos caríssimos, dos solidários aos egocêntricos. Desejo que cada desejo vire verdade, e que, quando isso acontecer, um desejo novo apareça no lugar. Tá?
Bons sonhos e feliz ano novo, meus amigos!
Que 2011 venha em forma de uma panela, sei lá!