quarta-feira, 10 de novembro de 2010

I love the nightlife...

Vida de mãe de bebê pequenininho é como filme de desastre: o clímax sempre vai acontecer no meio da madrugada.

Sim, sim, é como no cinema-catástrofe. O vulcão ameaça soltar lava por dias a fio, o terremoto se anuncia com tremidinhas ou ficamos horas esperando o monstro atacar a cidadela - mas a lava, o chacoalhado e a besta-fera só vão mesmo mostrar toda a sua ira no meio da madrugada. É igualzinho com os bebês: dormem feito anjinhos de dia, explodem em gritos à noite.

Afinal, né, porque sacudir a vida da Humanidade quando há luz do sol e as farmácias e hospitais estão abertos e operando? Nããão. Muito melhor toda a zorra acontecer quando a cidade está um breu, toda a vida está em repouso e o médico está dormindo.

Nessas horas, só resta fazer como o herói do filme. Se imbuir de coragem, não dar pelota pro barulho excessivo e tomar todas as providências com rapidez, lucidez e bom senso. Mas veja: abrir fogo ou pedir auxílio do exército, como o mocinho do filme, não vale, hein?

E depois que a fúria da natureza se aplacar - ou, no caso, a fúria daquele pacotinho com cólicas abdominais - é certeza que o sol voltará a raiar e tudo vai ficar bem. Até o próximo vendaval, tsunami ou avalanche notívaga, claro.


Óóóimm... Cadê o nenê lindo da mamãe!?

5 comentários:

Spaf disse...

Bebês fazem essas coisas de propósito. Eles são seres do mal.

Eduardo disse...

Valeu por mais um texto legal, Flá!

Acertou na mosca de novo. Os pequenos curtem mesmo uma bagunça a noite...

Quando eu era pequeno, abria o berreiro, e diz o meu pai que a única coisa que me fazia parar era jogar futebol comigo na sala, em plena madruga. Viu como podia ser pior? Rsrsrsrs...beijão! Du

Dri_ disse...

Eu comecei a ficar até estremecida quando começava a entardecer...

Parece que o sinal pro berreiro começar era eu colocar o meu pijama :(

E às 06:00 da manhã de novo... e quando era às 10:00 dormia feito um trabalhador braçal!

Nanael Soubaim disse...

E no ensolarado dia seguinte, ambos se põe a dormir, um de alívio, a outra por esgotamento...

Coragem, Flávia. Já enfrentaste isso uma vez.

cristiane disse...

De três meses pra cá estou me identificando cada vez mais com seus textos, Flávia!
Meu pacotinho ainda mais tranquilo, mas, mesmo assim, nunca mais soube o que é passar por uma noite inteira dormindo.