terça-feira, 23 de março de 2010

Num me rela, hein, paiê?

Essa é bem vapt-vupt, porque eu nem acho que seja um assunto que valha a pena - mas que, pelo visto, rende muita pauta na TV e nos veículos especializados em pais e filhos. São eles, afinal, que sempre vêm com aqueles dilemas imbecis tipo "bater ou não bater?" e propostas "polêmicas" na linha "uma palmada educa?". Bom, eu sei a minha opinião sobre isso e digo sem piscar: se bater desse resultado, bastava bater uma vez só.

Eu apanhei um bom bocado na infância e não fiquei traumatizada com as chineladas. Na verdade, se forçar a memória, não me lembro de ter levado uns tapas que não tenham sido merecidos; meu nível de molecagem e a mente voltada pra o mal eram um caso sério. Por outro lado, eu tenho certeza que não aprendi nada com os tais tapas. Chorava, emburrava... e depois fazia tudo de novo.

Com a Sabrina, confesso com a maior vergonha do mundo, eu perdi a cabeça duas vezes e lhes dei um par de palmadas fracas no bumbum. Nunca mais. Ela só conheceu o ardido e o embaraço - e eu só conheci o arrependimento. Ninguém saiu melhor. Bater é só isso mesmo: um pai ou uma mãe demonstrando que perdeu o prumo pra uma criança que nem sabe soletrar "que papelão, hein, adulto que deveria estar no comando?".

Garanto que resolver o evento com uns minutos de castigo seguidos de uma conversa bem séria, olho no olho, e um combinado pra não acontecer de novo é bem mais eficiente. E tenho dito, que essa conversa violenta em dias de Nardonis em julgamento me embrulha o estômago e a alma.

4 comentários:

mihuda disse...

Pois é Flá, mais uma vez concordo com (quase) tudo.
Discordo quando você diz que palmadas não ensinam. Minha avó materna era do século passado, alemãzona do tipo general, que achava que palmada era uma bela lição. De fato ensinaram e minha mãe aprendeu com elas algo importante, há jeitos mais construtivos de ensinar. Mesmo assim eu levei umas chineladas, mas nada comparado com minha mãe e meus tios.
Assim, sou testemunha de que as palmadas não fazem falta quando se tem estrutura, amor, valores e educação para passar a diante. Minha irmã nunca apanhou, fosse dos meus pais, de mim ou meu irmão e tenho muito orgulho em dizer que é uma pessoa equilibrada, que aprendeu a discernir o certo do errado sem intervenções físicas.
Acredito que o mundo ainda tenha jeito, o problema é que o jornal quer me convencer do contrário!

Spaf disse...

Eu acho que tem mais é que dar porrada mesmo.




Tá, mentira.

Nanael Soubaim disse...

Meu avô dizia: Que adianta? Têm medo, mas não têm vergonha.

Amanda disse...

Não acho que palmadas adiantem alguma coisa. Mas acho que pais são humanos e, convenhamos, os pequenos tiram do sério de vez em quando - aí as reações podem ir além do necessário.
Mas como eu não sou mãe, só posso dizer que morro de remorso quando meu cachorro apronta e leva uns leves tapinhas educativos. =/